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Família e Sucessões · Goiânia/GO

Advogado de família em Goiânia

Família e sucessões em Goiânia: oito Varas de Família, duas de Sucessões desde 2018, conciliação no CEJUSC Virtual e ITCD de Goiás de 2% a 8%.

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advogado de família em Goiânia
Família e Sucessões em Goiânia, Goiás.

O que faz um advogado de família em Goiânia

Direito de família e sucessões é a área que organiza rupturas: a separação do casal, a proteção do filho que depende de alimentos, guarda e convivência, e a transmissão do patrimônio depois de uma morte. Com acordo entre as partes e advogado no ato, o divórcio, a dissolução de união estável e o inventário saem por escritura de tabelionato, sem processo judicial. Sem acordo, a ação corre num desenho diferente do das comarcas menores, com oito Varas de Família e duas Varas de Sucessões separadas desde 2018, mais quatro juizados especializados em violência doméstica, e recurso ao Tribunal de Justiça de Goiás. O atendimento é a distância, com deslocamento combinado quando o ato exige presença.

Aqui o inventário não corre em vara de família

A comarca tem oito Varas de Família, a última criada pela Lei estadual 21.924/2023 e instalada pela Resolução TJGO nº 240/2023, e duas Varas de Sucessões, que nasceram do desmembramento das antigas Varas de Família e Sucessões, com base na Lei estadual 20.254/2018 e na Resolução TJGO nº 123/2020. A consequência custa tempo a quem não sabe: em comarca menor o mesmo juízo cuida do divórcio e do inventário; por aqui, não.

A separação também organiza o trabalho de quem conduz o caso. Divórcio litigioso, alimentos, guarda, convivência, união estável, investigação de paternidade e curatela ficam nas Varas de Família. Inventário, arrolamento, partilha por morte, testamento e habilitação de herdeiro ficam nas Varas de Sucessões. Quando os dois assuntos se cruzam, como no do cônjuge sobrevivente que discute meação e herança ao mesmo tempo, a ordem das ações importa.

Cartório quando há acordo, vara quando não há

A escritura de divórcio, de dissolução de união estável e de inventário consensuais dispensa o juiz, serve para averbar o casamento no registro civil, transferir imóveis e veículos e movimentar contas, e pode ser lavrada em qualquer tabelionato de notas do país (CPC, arts. 610 e 733). A presença de advogado ou de defensor público é obrigatória, e quem não comparece se faz representar por procuração com poderes especiais.

A Resolução 571/2024 do Conselho Nacional de Justiça afrouxou a regra que fechava o cartório sempre que havia filho ou herdeiro menor. No divórcio, a via extrajudicial passou a ser possível se guarda, convivência e alimentos já tiverem sido resolvidos em juízo, o que precisa constar da escritura. No inventário, a condição é que o quinhão do menor seja pago em parte ideal de cada bem inventariado, com manifestação favorável do Ministério Público e sem atos de disposição. Esposa grávida continua fora.

Sem acordo, a ação vai à vara e tramita no Projudi, o sistema eletrônico do TJGO, e antes da contestação o Código de Processo Civil manda tentar a mediação (art. 695).

O centro de conciliação de família e o que ele resolve

A capital tem um centro de conciliação dedicado ao tema, o CEJUSC Virtual Família, instituído pela Portaria TJGO nº 330/2011, que funciona na Avenida T-7, no Setor Oeste, no mesmo endereço do CEJUSC Virtual Cível. O nome não é enfeite: é uma das cinco unidades da capital que o tribunal identifica como virtuais, o que torna a sessão possível para quem mora longe e para o ex-casal que prefere não dividir a mesma sala.

O acordo homologado pelo juiz vale como título e encerra a discussão. Resolve bem alimentos, convivência, partilha simples e dívida do casal. Não resolve o que depende de prova, como renda ocultada, bem em nome de terceiro ou paternidade contestada, e não deve ser assinado sob pressão.

Nem todo caso exige escritório particular. A Defensoria Pública do Estado de Goiás presume necessidade econômica em quem recebe até três salários mínimos por mês e mantém quatro pontos de atendimento na capital. E o reconhecimento voluntário de paternidade é feito direto no cartório de registro civil, sem processo e sem advogado.

Violência doméstica muda a ordem das providências

Quando há violência, a segurança vem antes da partilha. A capital tem quatro Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, e a denominação oficial é juizado, não vara. A Lei Maria da Penha autoriza a mulher em situação de violência a pedir ali o próprio divórcio ou a dissolução da união estável (art. 14-A), ficando a partilha para a Vara de Família.

As medidas protetivas não dependem do divórcio e podem afastar o agressor do lar, restringir o contato com os filhos e fixar alimentos provisórios (art. 22). O pedido pode começar na DEAEM, delegacia estadual de atendimento especializado à mulher, que tem plantão de 24 horas na Rua 24, no Setor Central, além de atendimento na Região Noroeste. Criança ou adolescente vítima é atendido pela DPCA.

O histórico de violência também pesa na guarda. A lei afastou a regra da guarda compartilhada quando há indício de risco para a mulher ou para os filhos, e o juiz investiga esse ponto antes da audiência de mediação (CPC, art. 699-A). Boletim de ocorrência, decisão que deferiu medida protetiva e relatório de atendimento servem de prova aqui.

ITCD de Goiás: de 2% a 8%, e o que a tabela esconde

Herança e doação pagam ao Estado o ITCD, previsto no art. 78 do Código Tributário do Estado de Goiás (Lei estadual 11.651/1991), na redação da Lei estadual 19.021/2015. A progressividade é por faixa, o que é mais favorável do que parece, porque a alíquota maior incide só sobre o que excede o limite da faixa anterior.

  • 2% quando a base de cálculo for de até R$ 25.000,00.
  • 4% sobre o valor que exceder R$ 25.000,00 até R$ 200.000,00.
  • 6% sobre o que exceder R$ 200.000,00 até R$ 600.000,00.
  • 8% sobre o que exceder R$ 600.000,00.
  • Isenção para quinhão, legado, parte ou direito de até R$ 20.000,00, e para imóvel de até R$ 60.000,00 recebido por quem não possui outro (art. 79, I e VI).

Duas armadilhas. A primeira é o somatório: para o limite de R$ 20.000,00, as transmissões feitas ao mesmo beneficiário nos dois anos anteriores entram na conta (art. 79, parágrafo único). A segunda é o tempo, porque os valores das faixas estão congelados desde 2016, o que empurra para as alíquotas de cima inventários que hoje não são grande patrimônio.

Na partilha do divórcio o imposto aparece em duas hipóteses. O que um dos cônjuges recebe além da meação, sem compensação, pode ser tratado como doação e atrair o imposto estadual; havendo pagamento pela diferença, a transmissão é onerosa e o tributo passa a ser o ITBI municipal, de 2%, cuja base de cálculo a Prefeitura pode rever quando discorda do valor declarado. Há limite para isso: no Tema repetitivo 1.113, o Superior Tribunal de Justiça fixou que o valor declarado se presume condizente com o de mercado, só cede em processo administrativo próprio e não admite arbitramento prévio por valor de referência do município. A tese é de 2022, mas o recurso extraordinário sobre ela segue pendente no Supremo.

Casos que mais chegam em Goiânia

  • Casal separado de fato há anos, com apartamento financiado no Setor Bueno e um lote em município da região metropolitana, sem nenhum papel assinado.
  • Herdeiros em dúvida se o inventário cabe em cartório ou se precisa ir às Varas de Sucessões, com imóvel, veículos e dívida deixada pelo falecido.
  • Mãe com pensão fixada há cinco anos, sem reajuste real, enquanto o pai passou a receber por empresa aberta em nome próprio.
  • Mulher com medida protetiva deferida em juizado de violência doméstica que precisa do divórcio e da guarda sem voltar a encontrar o agressor.
  • Companheiro de união estável nunca registrada que precisa provar a convivência para participar do inventário e pedir pensão por morte.

Onde o seu processo tramita em Goiânia

Família
1ª a 8ª Varas de Família de Goiânia.
Inventário e partilha
1ª e 2ª Varas de Sucessões, separadas das varas de família desde 2018.
Violência doméstica
1º a 4º Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Imposto na herança e na doação
ITCD de Goiás, com alíquotas de 2% a 8% conforme a faixa (Lei estadual 11.651/1991, art. 78, na redação da Lei 19.021/2015).
Conciliação
CEJUSC do TJGO, com unidades cível, de família, fiscal e fundiária, para conciliação e mediação antes ou durante o processo.

A competência varia conforme a matéria e o local exato do fato. Confirmamos o juízo correto antes de qualquer ajuizamento.

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Como escolher um advogado de família em Goiânia

Antes de contratar um advogado de família em Goiânia, vale gastar dez minutos checando os itens abaixo. Eles separam a atuação técnica da promessa vazia.

Em Goiânia, este ponto pesa especialmente: com acordo entre as partes e advogado no ato, o divórcio, a dissolução de união estável e o inventário saem por escritura de tabelionato, sem processo judicial.

  • Tentativa real de acordo antes do processo. Divórcio, guarda e alimentos resolvidos por acordo levam semanas; litigados, levam anos e deixam marca nos filhos. Profissional que parte direto para a ação sem propor a via consensual está escolhendo o caminho mais caro para você.
  • Conhecimento da via extrajudicial. Divórcio e inventário consensuais podem ser feitos em cartório, com advogado, em prazo muito menor, e desde a Resolução 571/2024 do CNJ isso vale também com filhos ou herdeiros menores, sob condições. Pergunte se o seu caso cabe nessa via antes de aceitar uma ação judicial.
  • Leitura patrimonial completa. Partilha envolve regime de bens, imóvel financiado, previdência privada, participação em empresa e dívidas. Quem olha só o imóvel deixa de fora o que costuma valer mais.
  • Cuidado com a prova em guarda e convivência. Mensagens, registros escolares e de saúde e a rotina real da criança pesam mais que acusações. Estratégia baseada em ataque ao outro genitor costuma se voltar contra quem a usa, especialmente na avaliação psicossocial.
  • Atenção ao prazo e ao rito dos alimentos. Pensão em atraso tem dois caminhos com prazos distintos, e escolher o errado custa meses. As três últimas prestações seguem um rito; as anteriores, outro.
  • Contrato de honorários por escrito. Com objeto, valor e forma de pagamento definidos, e distinguindo acordo, ação e eventual recurso. Nenhum resultado pode ser prometido, e isso vale especialmente para guarda.

Verifique também a inscrição ativa na OAB/GO. A consulta é pública e gratuita, e elimina de saída o risco mais grave, que é contratar quem não pode advogar.

Como escolher um advogado de família em Goiânia
Critérios objetivos para avaliar o profissional antes de contratar.

Perguntas frequentes

Inventário nesta comarca corre em vara de família?

Não. Há duas Varas de Sucessões, separadas das Varas de Família desde 2018, e é nelas que correm inventário, arrolamento, partilha por morte e testamento. Em comarcas menores o mesmo juízo cuida das duas coisas, e por isso muita petição chega ao lugar errado e perde semanas em redistribuição. Havendo acordo entre herdeiros maiores e capazes, o inventário pode ser feito por escritura em tabelionato de notas.

Quanto se paga de imposto sobre herança em Goiás?

De 2% a 8%, conforme o art. 78 do Código Tributário estadual: 2% até R$ 25 mil, 4% sobre o que exceder até R$ 200 mil, 6% até R$ 600 mil e 8% acima disso. Como a progressividade é por faixa, a alíquota maior incide apenas sobre o excedente. Há isenção para quinhão de até R$ 20 mil e para imóvel de até R$ 60 mil recebido por quem não possui outro.

Dá para resolver divórcio ou inventário sem ir até a capital?

Em boa parte dos casos, sim. A escritura pode ser lavrada em qualquer tabelionato do país, e quem não comparece se faz representar por procuração pública com poderes especiais. Havendo processo, ele tramita em sistema eletrônico, e o centro de conciliação de família é uma das unidades que o TJGO identifica como virtuais. O que exige presença é a audiência de instrução, a perícia e a diligência em cartório.

Tenho renda baixa. Preciso contratar advogado particular?

Não necessariamente. A Defensoria Pública do Estado de Goiás presume necessidade econômica em quem recebe até três salários mínimos por mês e atende em quatro pontos da capital, com comprovação por contracheque, extrato do INSS ou conta de consumo. Admite ainda atendimento por procuração de quem não pode se deslocar. Contratar faz diferença quando há imóvel, empresa, renda difícil de provar ou violência dentro de casa.

Qual o melhor advogado de família em Goiânia?

Não existe resposta única, e desconfie de quem afirma ser o melhor, o Código de Ética da OAB proíbe esse tipo de autopromoção. O que existe são critérios verificáveis: inscrição ativa na OAB/GO, experiência comprovada em casos semelhantes ao seu, contrato de honorários por escrito, clareza sobre cenários possíveis e canal de contato que funcione de verdade. Nesta área pesam especialmente tentativa real de acordo, domínio da via de cartório e leitura patrimonial completa da partilha.

Quanto custa um advogado de família em Goiânia?

O valor depende da complexidade do caso, da fase em que ele está e do tempo de trabalho estimado. A OAB/GO publica uma tabela de honorários com valores mínimos de referência, e o contrato pode prever valor fixo, percentual de êxito ou combinação dos dois. O Código de Ética veda tanto o aviltamento quanto a cobrança abusiva, preço muito abaixo da média costuma indicar que algo será cobrado depois. No Sousa Duarte Advogados Associados, a proposta é apresentada por escrito antes de qualquer providência, com o que está incluído e o que é cobrado à parte discriminados.

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O Sousa Duarte Advogados Associados atende Goiânia e a região metropolitana a distância, a partir da sede em Águas Claras, Brasília, com deslocamento quando o caso exige presença. O contato inicial pode ser feito por WhatsApp, telefone ou videoconferência, e serve para entender a situação, verificar os prazos que já estão correndo e explicar quais são os caminhos possíveis.

Toda a comunicação é protegida pelo sigilo profissional desde a primeira mensagem, mesmo que não haja contratação.

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