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Liberdade provisória: o que é, para que serve e quando se aplica

Liberdade provisória é a soltura de quem foi preso em flagrante, com ou sem fiança, mediante compromisso de comparecer aos atos do processo e, em geral, com medidas cautelares diversas da prisão.

O que é liberdade provisória

Liberdade provisória é a soltura de quem foi preso em flagrante, com ou sem fiança, mediante compromisso de comparecer aos atos do processo e, em geral, com medidas cautelares diversas da prisão. É a regra do sistema: a prisão antes da condenação é a exceção que precisa ser justificada.

liberdade provisória
Liberdade provisória: definição, base legal e aplicação prática no Distrito Federal.

A definição acima não é opinião do escritório: ela decorre das normas listadas a seguir, cujo texto oficial pode ser consultado diretamente. Ler a fonte é sempre melhor que ler o resumo dela, inclusive este.

Com fiança e sem fiança

A fiança é uma garantia em dinheiro ou bens, arbitrada conforme a situação econômica do réu e a gravidade do crime, e pode ser fixada pela autoridade policial em crimes com pena máxima não superior a quatro anos, ou pelo juiz nos demais casos. Ela é devolvida ao final se o réu cumprir os compromissos.

Há hipótese frequente e pouco conhecida: quem não tem condições de pagar pode ter a fiança dispensada ou reduzida, pelo art. 350 do CPP, permanecendo as demais obrigações. Ninguém deve continuar preso apenas por não conseguir pagar, e demonstrar a hipossuficiência é providência da defesa.

As medidas cautelares que costumam acompanhar

Desde 2011 o sistema deixou de ser binário entre prisão e liberdade plena. O art. 319 do CPP traz um leque de medidas, e a defesa que propõe uma combinação concreta e verificável tem mais chance que a que apenas pede a soltura.

  • Comparecimento periódico em juízo para informar e justificar atividades.
  • Proibição de acesso ou frequência a determinados lugares.
  • Proibição de contato com pessoa determinada, comum em violência doméstica.
  • Proibição de ausentar-se da comarca ou do país, com entrega de passaporte.
  • Recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga.
  • Monitoração eletrônica, por tornozeleira.

O que a defesa leva para conseguir

A decisão sobre liberdade provisória se apoia em demonstrar vínculo com o distrito da culpa e ausência de risco concreto. São documentos simples, que a família consegue no mesmo dia, e que quase nunca chegam ao juiz porque ninguém disse que eram necessários.

  • Comprovante de residência atual, em nome próprio ou de familiar com declaração.
  • Carteira de trabalho ou declaração do empregador com data de admissão.
  • Certidão de antecedentes criminais, quando favorável.
  • Documentos dos filhos e comprovação de dependência econômica.
  • Comprovante de matrícula em curso, quando houver.

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Este verbete explica o instituto. Se o assunto chegou até você por um caso concreto, descreva o que aconteceu em duas linhas e a primeira resposta já diz qual é o prazo que está correndo.

Como o escritório atua nesse tipo de caso

Liberdade provisória é matéria de Direito Criminal, uma das 6 áreas de atuação do Sousa Duarte Advogados Associados. A página dedicada ao tipo de caso correspondente traz o procedimento, os prazos e os documentos necessários, além do que a jurisprudência do TJDFT e dos tribunais superiores tem decidido sobre o tema.

Ver a página completa sobre esse tipo de caso

Termos que aparecem no mesmo contexto

Estes verbetes aparecem com frequência no mesmo contexto, e entender um costuma depender de entender o outro.

  • Audiência de custódia: Audiência de custódia é a apresentação do preso em flagrante a um juiz em até 24 horas da prisão.
  • Prisão preventiva: Prisão preventiva é a prisão decretada antes da condenação definitiva, para garantir a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal.
  • Prisão em flagrante: Prisão em flagrante é a que ocorre durante ou logo após o crime, e pode ser feita por qualquer pessoa do povo ou pela autoridade policial.

Perguntas frequentes

Todo crime admite liberdade provisória?

A regra é que sim, e as vedações genéricas foram sendo afastadas pela jurisprudência constitucional, que exige análise concreta em vez de proibição abstrata por tipo penal. Existem crimes inafiançáveis por previsão constitucional, como racismo e os hediondos, mas inafiançável não significa que a liberdade provisória seja impossível: significa que não cabe fiança, podendo caber a liberdade sem ela.

Quem paga a fiança recebe o dinheiro de volta?

Sim, se o réu cumprir os compromissos assumidos, a fiança é restituída ao final, atualizada. Ela pode ser quebrada se o réu descumprir as obrigações, e nesse caso perde metade do valor, ou perdida integralmente em caso de condenação com fuga. O valor também pode ser usado para pagar custas e prestação pecuniária ao final.

Posso pedir liberdade provisória depois da audiência de custódia?

Pode. Se na custódia a prisão foi convertida em preventiva, cabe pedido de revogação sempre que houver fato novo, e cabe habeas corpus quando a decisão carecer de fundamentação concreta. O encerramento da instrução, o decurso do tempo e a mudança na situação pessoal são fatos novos que sustentam novo pedido.

Este verbete tem finalidade informativa e não substitui a análise de um caso concreto. Nenhum resultado é prometido ou garantido, em observância ao Provimento nº 205/2021 do Conselho Federal da OAB. Consulte a lista completa do glossário jurídico.

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